terça-feira, janeiro 09, 2007 |
TLS |
O The Times Literary Supplement promovido a referência científica por comparação, obviamente, com alguma mediocridade. Um post exagerado, naturalmente, mas não deixa de ser curioso (ou divertido!). "Uma vez, uma colega de investigação (investigação em política, atenção; não ando com o estetoscópio, bata branca ou coisa que o valha) perguntou-me “por que raio dás tanta atenção ao romance, aos filmes, à música? Por que raio assinas o TLS e não a Foreign Affairs?”. Disse apenas que gostava. Lendo a última Atlântico, encontrei uma utilidade científica que iria agradar à minha colega. Os romances e demais coisas não-científicas e lunáticas, desprezadas num mundo de investigação que se julga muito científico e acima dos homens, ensinam-nos, entre outras coisas, a ser “mais duvidosos relativamente ao poder mágico do pensamento sobre a realidade” - Paulo Tunhas.
PS: no TLS, os textos que abordam temas políticos são melhores do que a maioria dos textos que surgem na literatura especializada e científica. Mas não digam nada a ninguém. É segredo. A academia de hoje depende desse segredo." Henrique Raposo, aqui.
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posted by George Cassiel @ 9:24 da manhã |
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GEORGE CASSIEL
Um blog sobre literatura, autores, ideias e criação.
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"Este era un cuco que traballou durante trinta anos nun reloxo. Cando lle
chegou a hora da xubilación, o cuco regresou ao bosque de onde partira.
Farto de cantar as horas, as medias e os cuartos, no bosque unicamente
cantaba unha vez ao ano: a primavera en punto."
Carlos López, Minimaladas (Premio Merlín 2007)
«Dedico estas histórias aos camponeses que não abandonaram a terra, para encher os nossos olhos de flores na primavera»
Tonino Guerra, Livro das Igrejas Abandonadas |
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