sexta-feira, janeiro 05, 2007
O Poeta e as desafinações


O Poeta tem um blog. Já o sabíamos. E bom. E oferece-nos letras como "aranhas inesgotáveis do sonho".

Agora, o Poeta é também patrono de prémio de poesia.

O que o Poeta não sabe, outros nos dizem:
"Prémio municipal de poesia Nuno Júdice
Provavelmente é preciso viver em Aveiro para perceber como a iniciativa é risível. Olho para a foto do Diário de Aveiro de ontem e vejo o vereador da cultura e Nuno Júdice sentados lado a lado, o vereador em primeiro plano, e não posso deixar de esboçar um sorriso. Perdoem a maldade, mas aposto que Capão Filipe não pega num livro, muito menos de poesia, há muito tempo, e nem lhe apetece dar-se a esse incómodo. Enfim, não é obrigado, bastaria ter noção do que é ou deve ser uma política de cultura para a cidade, uma qualquer. Mas não tem. Vai fazendo assim umas coisas para encher a vista e é capaz de convencer alguns. Esta é a última. Qual a razão de escolha de Nuno Júdice? Não sabemos, mas é verdade que esse é um detalhe de menor importância. Nuno Júdice terá afirmado "entender a escolha do seu nome não como uma homenagem pessoal, mas como uma homenagem à poesia viva". Modéstia do poeta que é grande. Por acaso escolheram bem. Não sabemos como. Como diz um amigo, que o desnorte lhes dê sempre para estas coisas!"

posted by George Cassiel @ 9:51 da manhã  
2 Comments:
  • At 10:57 da tarde, Blogger valter hugo mãe said…

    vivo longe de aveiro, não tenho nada a ver com isso, mas garanto-te que é melhor ter um vereador que não leia muito e que aprove um prémio de poesia, do que ter um vereador que não lê e não aprova prémios de poesia. se bem me lembro, até, em aveiro, já se foram fazendo uns encontros de poesia e há sempre a possibilidade de contar com a rosa alice branco ou com o gonçalo m. tavares para qualquer coisa... não é mau. outras terras não têm o nuno júdice nem de perto nem de longe. é uma pena. gosto do nuno júdice.

     
  • At 12:20 da tarde, Blogger serrata said…

    eu diria um pouco mais, talvez: antes isso, do que ter um vereador que lê muito e não aprova um prémio de poesia.

     
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"Este era un cuco que traballou durante trinta anos nun reloxo. Cando lle chegou a hora da xubilación, o cuco regresou ao bosque de onde partira. Farto de cantar as horas, as medias e os cuartos, no bosque unicamente cantaba unha vez ao ano: a primavera en punto." Carlos López, Minimaladas (Premio Merlín 2007)

«Dedico estas histórias aos camponeses que não abandonaram a terra, para encher os nossos olhos de flores na primavera» Tonino Guerra, Livro das Igrejas Abandonadas

 
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