quinta-feira, junho 30, 2005
Far Cry
© Paulo Nozolino

Diz-nos a Fundação de Serralves que, até 10 de Julho, ainda vamos a tempo:


As fotografias de Nozolino são sempre a preto e branco, a maioria das vezes dominadas por uma escuridão que parece impossível de ser penetrada pela luz – a luz surge como uma emanação da escuridão e não como o seu contrário. Consequentemente, o tema da fotografia, pessoas, interiores, ambientes urbanos, raramente paisagens, não é puxado para a luz, não é colocado em destaque para ser examinado (em geral, as fotografias têm bastante grão), antes permanece um habitante da escuridão. Embora as fotografias de Nozolino tenham sido tiradas um pouco por todo o mundo – é notável uma vasta série de fotos tiradas nos países do mundo árabe –, de uma maneira geral seria difícil localizá-las, à excepção das imagens de Auschwitz. Tudo o que Nozolino encontra – as suas fotos de certo modo têm a natureza de encontros; normalmente ele não tira mais de uma foto da mesma cena –, retrata como algo que não está vinculado nem a um lugar nem a um tempo específicos: Auschwitz surge como o lugar e tempo absolutos que orientam tudo o resto, sem excepção… o que acontece também com fotografias da sua própria biografia, fotografias das suas viagens, fotografias de crianças, homens, mulheres, de partos, actos sexuais, mortes. Essa visão trágica, Nozolino intensificou-a ao longo dos anos mas nunca foi nova no seu trabalho. Nos 30 anos da sua carreira de fotógrafo, Nozolino mostrou repetidamente as suas fotografias e publicou muitas em livros e folhetos, em geral dedicados a determinada série de trabalhos. Para a nossa exposição reuniu pela primeira vez fotografias de épocas e séries diferentes, formando uma narrativa nova, nunca antes contada, a narrativa do começar e do terminar, ao mesmo tempo a narrativa da sua própria obra. in Serralves.pt

Comissariado: Ulrich Loock
Produção: Fundação de Serralves

Ainda há visitas guiadas: 05 JUL 2005 (Ter), 18h30 por João Fernandes
posted by George Cassiel @ 10:13 da manhã  
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"Este era un cuco que traballou durante trinta anos nun reloxo. Cando lle chegou a hora da xubilación, o cuco regresou ao bosque de onde partira. Farto de cantar as horas, as medias e os cuartos, no bosque unicamente cantaba unha vez ao ano: a primavera en punto." Carlos López, Minimaladas (Premio Merlín 2007)

«Dedico estas histórias aos camponeses que não abandonaram a terra, para encher os nossos olhos de flores na primavera» Tonino Guerra, Livro das Igrejas Abandonadas

 
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